levantar-me

Hoje vesti-me de luto
Mas a minha alma troçou de mim
e o berrante do riso atravessou a cor
vestida de negro da suposta dor
e tingiu o negro de luz em tom de carmim

Hoje acordei com o peso de penas, e ais
Desaires, discórdias, enfados, e outros que tais
Vestida de dor, desamor, tristeza, desencantos reais
Mas um estado de graça tomou conta de mim
Cobriu-me, vestiu-me de glórias e ditou o fim

Assim me achei num estranho estado de mim
E disse para mim
Hoje acordei leve e vou vestir-me de cores para mim

2 comentários:

Maria disse...

Tocou-me especialmente este poema, hoje.
Beijinho.

Adolfo Payés disse...

Un verdadero placer leerte..

Un abrazo
Saludos fraternos...