Arde-me a carne quando o licor da tua lava invade a minha casa
A tocha incandescente que mergulha e acende as paredes da caverna

Festejo até à agonia no enlace encadeado dos movimentos
onde nos perdemos no mais perfeito encontro da unidade das almas
Na dança extasiante do arrebatamento dos sentidos

Acordo com o acorde do murmúrio do silêncio cúmplice da loucura
E bebo o azul da nuvem da aura que nos veste os corpos ao alvorecer

Desperto de novo do torpor dos nossos membros adormecidos
E reacendo o vigor da chama para de novo adormecer

Quero-te na seiva, espuma e  lava nas paredes da nossa casa
Onde acendes o lume e plantas a cama de lírios no veludo negro do nosso quarto


3 comentários:

O Profeta disse...

Ouvi o vento e a música
Procurando um porto na madrugada
Ouvi a chegada de um navio
Julguei sentir uma voz amada
Uma criança jogando lama ao meio dia
Embrenhada e perdida na alma
Com rimas colorindo pálpebras de nostalgia

Doce beijo

O Profeta disse...

Ouvi o vento e a música
Procurando um porto na madrugada
Ouvi a chegada de um navio
Julguei sentir uma voz amada
Uma criança jogando lama ao meio dia
Embrenhada e perdida na alma
Com rimas colorindo pálpebras de nostalgia

Doce beijo

O Profeta disse...

Na elegante e fina escrita da tua pena

Às vezes é preciso acordar o silêncio da memória
Ou esperar pelo adormecimento inadiável
Com o gesto sereno e demorado da ternura
Com o acordar do amor rompendo o improvável


Um radioso fim de semana



Doce beijo