entretida a fiar

estava mesmo entretida, como que a fiar.
foi assim que me vi. sentada na roca a fiar.
não deixarei que me sangrem os dedos.
de forma delicada e aproveitando a calmia dos dias deste estado de alma que agora me acompanha, fiarei.
fiarei até que do fio se encha o rolo,
e do rolo ainda me sobrem forças de tempo,
para tecer.
Das cores me ocuparei com as que a terra me invadiu (em)a vida.
quentes de volúpia e desassosego
fortes de paixão, negras como o veludo doce da paz.

2 comentários:

Adolfo Payés disse...

Hermoso sentimiento nace al leerte.. Bello blog..

Un beso


Con un abrazo grande
Y mis
Saludos fraternos de siempre..

AFRICA EM POESIA disse...

Deixo um beijo e desejo boa semana

O TEMPO


Este é o Tempo...
Que foge...
Que escorrega...
Que voa...
Que teima...
Em não estar...
Mas que nós...
Teimosamente...
Agarramos com força...
E não deixamos fugir...
Quando ele escapa...
Voltamos a correr...
E a segurá-lo com força!...

LiliLaranjo