Diz-me, Amor, como Te Sou Querida
Dize-me, amor, como te sou querida,
Conta-me a glória do teu sonho eleito,
Aninha-me a sorrir junto ao teu peito,
Arranca-me dos pântanos da vida.
Embriagada numa estranha lida,
Trago nas mãos o coração desfeito,
Mostra-me a luz, ensina-me o preceito
Que me salve e levante redimida!
Nesta negra cisterna em que me afundo,
Sem quimeras, sem crenças, sem ternura,
Agonia sem fé dum moribundo,
Grito o teu nome numa sede estranha,
Como se fosse, amor, toda a frescura
Das cristalinas águas da montanha!
Florbela Espanca, in "A Mensageira das Violetas
Parabéns Isaac
De nome a força de Abraão
a décima geração que Noé gerou
Primeiro entre os filhos de seu pai
A quem em nome da fé honrou
E dele Deus uma grande nação criou
Em ti ele deixou o destino da criação
de dois ramos que povoaram a terra
e guarda assim para todo o sempre em verdade
se canta conta e escreve a história do teu nome
no grande livro da humanidade
assim farás do amor o teu destino, a tua guerra
Isaac neste teu dia relembro sempre
A acalmia da ternura que preenche e me renova cada dia
Bonança de largos dias de afetos repleto
Porque és e serás sempre
o brilho dos meus olhos
E assim te canto
porque te agarras à minha mão,
abraças o meu pescoço
com palmo e meio de braços
e agarras o mundo de cima protegido
pelas águas calmas da bacia do meu colo,
me faço fonte, terra, abrigo, fogo e sombra.
por ti meu pequenino me agiganto cada dia,
descubro as tuas descobertas
me encanto com os teus encantos
fantasio as tuas fantasias
e até me apanho a cantar sozinha,
a dançar ao compasso dum semba de memória
que viaja a toda a hora comigo
me faz rir à toa
e me pinta aquele brilho nos olhos
Parabéns meu neto!!!
a décima geração que Noé gerou
Primeiro entre os filhos de seu pai
A quem em nome da fé honrou
E dele Deus uma grande nação criou
Em ti ele deixou o destino da criação
de dois ramos que povoaram a terra
e guarda assim para todo o sempre em verdade
se canta conta e escreve a história do teu nome
no grande livro da humanidade
assim farás do amor o teu destino, a tua guerra
Isaac neste teu dia relembro sempre
A acalmia da ternura que preenche e me renova cada dia
Bonança de largos dias de afetos repleto
Porque és e serás sempre
o brilho dos meus olhos
E assim te canto
porque te agarras à minha mão,
abraças o meu pescoço
com palmo e meio de braços
e agarras o mundo de cima protegido
pelas águas calmas da bacia do meu colo,
me faço fonte, terra, abrigo, fogo e sombra.
por ti meu pequenino me agiganto cada dia,
descubro as tuas descobertas
me encanto com os teus encantos
fantasio as tuas fantasias
e até me apanho a cantar sozinha,
a dançar ao compasso dum semba de memória
que viaja a toda a hora comigo
me faz rir à toa
e me pinta aquele brilho nos olhos
Parabéns meu neto!!!
parabéns querida
No Egipto
tu és a casa de Isís, a Deusa da paz, amiga dos oprimidos, ouvinte dos
poderosos,
O templo
que alberga em si a senhora da natureza e dos mágicos eventos,
Aquela que
a cada ano chorava seu Osiris, tantas lágrimas de tristeza que faziam
transbordar o Nilo,
Assim creem
os antigos, na sua sabedoria.
Em Roma
te conferem o poder, a classe nobre, cargos de alto prestígio.
O latim te
deu a pátria e fidalguia.
Desde Walf, da cintura principal fazes parte,
assim te conhecem, e te dizem a origem de todos os do sistema solar.
Assim te
fazes em teu nome a força da liberdade, da mudança e da aventura
Senhora do
destino.
Assim
dita o teu nome
Patrícia,
hoje no teu dia te faço deusa, força, templo, pátria, paixão.
Senhora
do teu destino.
Parabéns
minha filha
na distância do jardim
Este é o jardim que tenho para ti
Plantado em mares de passos tranquilos
Ladeado de escarpas vivas de carne sofrida
Alimentadas de sal de espuma de pólen de lírios alvos
Que balançam nas copas ondulantes das mansas vagas
Este é o jardim do mar do paço que tenho para ti
Onde semeio no espaço cantos surdos antigos
Povoados de murmúrios de soluços abafados
Que guardas na vigília do silêncio das noites brancas
Onde te agarras à memória da luz dos meus olhos para te
guiar
Pergunta-me agora, onde guardei o perfume.
vesti a minha casa para ti
Vesti a a minha casa para ti
E em todos os quartos coloquei pedaços meus.
Em quadros, tapetes, retratos, tecidos e formas de valor
cunhei com escopro, buril e fogo, a firma forte do meu amor.
Para ti, desenhei nas cores todos os sonhos sonhados
em formas de arco-íris ainda não inventados
e em todos eles deixei recados.
De cada sonho lembrado e criado para ti, a minha casa vesti,
e neles teci a luz dos sons vibrantes e cheiros da terra
que
vinham de mim.
Para cada dia, meticulosamente, a minha casa eu vesti,
da
paleta que inventei para ti.
E docemente, ela te olhava com o brilho do fundo do escuro
dos
meus olhos e alargava o espectro que se agarrava languidamente às
paredes do corpo da casa
que eu vesti para ti.
Na cor da minha luz eu vesti a minha casa para ti.
Subscrever:
Mensagens (Atom)