Para aqui estou eu Mussunda amigo Para aqui estou eu Contigo Com a firme vitória da tua alegria e da tua consciência O ió kalunga ua mu bangele! O ió kalunga ua mu bangele-lé-leleé... Lembras-te? Da tristeza daqueles tempos em que íamos comprar mangas e lastimar o destino das mulheres da Funda dos nossos cantos de lamento dos nossos desesperos e das nuvens dos nossos olhos Lembras-te? Para aqui estou eu Mussunda amigo A vida a ti a devo à mesma dedicação ao mesmo amor com que me salvaste do abraço da jibóia à tua força que transforma os destinos dos homens A ti Mussunda amigo a ti devo a vida E escrevo versos que não entendes compreendes a minha angústia? Para aqui estou eu Mussunda amigo escrevendo versos que tu não entendes Não era isto o que nós queríamos, bem sei Mas no espírito e na inteligência nós somos! Nós somos Mussunda amigo Nós somos Inseparáveis e caminhando ainda para o nosso sonho No meu caminho e no teu caminho os corações batem ritmos de noites fogueirentas os pés dançam sobre palcos de místicas tropicais Os sons não se apagam dos ouvidos O ió kalunga ua mu bangele... Nós somos! (Sagrada esperança)
hoje com Neto
Mussunda amigo
lírio e tulipa em chão escarlate
Porque me guardais este fado?
Dizei-me senhor meu amado
Assim vos jurarei que em outubro,
pintarei toda esta vista, de chão de fogo rubro,
de lírios brancos e tulipas, dum raro veludo negro
de caixilho encontrarei, cortina de denso cedro
Assim vos digo, e assim farei, assim vai acontecer.
Acreditai podeis crer podereis mesmo conhecer
Pois em outubro assim vai ser, se te decidir pertencer
Verde pino quão ditoso, porque me separais o olhar,
serrais fileiras inteiras e me forçais a aqui estar?
Sombras negras de vestes brancas e braços erguidos aos céus
serão anúncios de meu fado, lembrarão um sonho meu
Corpos de plumas-de-seda, envoltos em finos véus
testemunhos do destino que o céu me concedeu
Pois um novo arco-íris, de um país inventado
surgirá no horizonte assim mesmo emoldurado
paleta de duas cores em direcção ao firmamento
farão as vozes dos céus, do novo conhecimento
Lírio e tulipa se erguerão acima do chão escarlate
mostrarão sua grandeza de gema de grã quilate
Dizei-me senhor meu amado
Assim vos jurarei que em outubro,
pintarei toda esta vista, de chão de fogo rubro,
de lírios brancos e tulipas, dum raro veludo negro
de caixilho encontrarei, cortina de denso cedro
Assim vos digo, e assim farei, assim vai acontecer.
Acreditai podeis crer podereis mesmo conhecer
Pois em outubro assim vai ser, se te decidir pertencer
Verde pino quão ditoso, porque me separais o olhar,
serrais fileiras inteiras e me forçais a aqui estar?
Sombras negras de vestes brancas e braços erguidos aos céus
serão anúncios de meu fado, lembrarão um sonho meu
Corpos de plumas-de-seda, envoltos em finos véus
testemunhos do destino que o céu me concedeu
Pois um novo arco-íris, de um país inventado
surgirá no horizonte assim mesmo emoldurado
paleta de duas cores em direcção ao firmamento
farão as vozes dos céus, do novo conhecimento
Lírio e tulipa se erguerão acima do chão escarlate
mostrarão sua grandeza de gema de grã quilate
um futuro em notas soltas
recolho os despojos de pedaços de mim
dispo resoluta o peso da cota de malha
da dor e pena profunda de longa e dura batalha
escolho e dito as tréguas e declaro o fim
Já refeita e bem ciente lembro a intenção
e com flores frescas acabadinhas de colher
que a mãe natureza fez questão de me oferecer
bordo a nova pele em toda a sua extensão
E ensaio agora o futuro em notas soltas
que se esgueiram livremente de dentro do meu peito
e quase sem querer eu ganho o jeito
trauteio acompanho e apanho-lhe as voltas
Tomo os campos num longo e terno abraço
abro o sol e risco alegre o espaço
pinto a festa e arrisco lançar o laço
retoco um aro-íris no meu regaço
derramo e esbanjo a luz na areia branca
aconchego com ternura o verde mar
abro as asas leves e decido voar
dispo resoluta o peso da cota de malha
da dor e pena profunda de longa e dura batalha
escolho e dito as tréguas e declaro o fim
Já refeita e bem ciente lembro a intenção
e com flores frescas acabadinhas de colher
que a mãe natureza fez questão de me oferecer
bordo a nova pele em toda a sua extensão
E ensaio agora o futuro em notas soltas
que se esgueiram livremente de dentro do meu peito
e quase sem querer eu ganho o jeito
trauteio acompanho e apanho-lhe as voltas
Tomo os campos num longo e terno abraço
abro o sol e risco alegre o espaço
pinto a festa e arrisco lançar o laço
retoco um aro-íris no meu regaço
derramo e esbanjo a luz na areia branca
aconchego com ternura o verde mar
abro as asas leves e decido voar
no mapa do teu corpo
no mapa do teu corpo procuro o olimpo
num espaço apagado de tempos de dor
e de olhos fechados invento o amor
recorto enseadas, baías, regatos e moldo a paisagem
planto caminhos, ergo cascatas, desenho a viagem
e resgato qual Héstia, meu fogo sagrado em águas profundas,
invento-me Réia e me ensino o caminho de terras fecundas.
no mapa do desejo, escuto Eros e me aprendo de novo
na terra quente experimento, guardo, aprendo e renovo
e me vejo inteira e abro meus olhos,
recolho minh'alma de debaixo de escolhos
traço a traço
lego a Ares os meus passos calcados
colados às marcas de passos passados
onde rainha dum paço
em que posso sem medo dizer
vivi soberana num palco a que quis pertencer
sem fados, sem fardos, sem sombras, rasuras,
repleto de luz vinda de mim, escapando clausuras
feita fortuna, feitiço, loucura, vitória, saber
e volto a (a)riscar o caminho de volta
na pele do meu manto de terra que sempre quis ter
aconchego
Na rede tecida em noites brancas de doçura
Enleada em azuis de fumo entrelaçados no espaço
em dança ondulante em estreito abraço
e volteios em espirais redobrados de candura
Quero-te
E deslizo e
mergulho no meu mar
De rede tecida
em brancas noites onde fico acordada
estendida na
fina pele de rendas de sonhos em fios de teia bordada
onde desfilam
cores em matizes de aurora com resquícios de luar
Espero-te
Na rede tecida
em brancas noites dolentes
enquanto
escuto o som da longa esteira de desejo
e me deleito com o
licoroso chão do teu corpo ébrio ensejo
adoçado ao sabor da espuma arrastada em sorvos cadentes
Encontro-te
Na rede tecida
em brancas noites onde me esqueço
enquanto ponto
a ponto se preenche frisa a frisa
o corpo ondulante abandonado ao sabor da brisa
no fundo do pano do ventre negro e liso onde adormeço
o corpo ondulante abandonado ao sabor da brisa
no fundo do pano do ventre negro e liso onde adormeço
Assim me conchego na rede de seda tecida em noites brancas
enleada em
azuis de sonho em espirais ondulantes de doçura
e volteios em espirais redobrados de candura
e volteios em espirais redobrados de candura
Subscrever:
Mensagens (Atom)