E as minhas pernas ergueram-se na noite negra reflectidas no espelho da lua
E os meus braços feitos ramos abraçaram a terra rubra e quente de mim
Os meus cabelos feitos folhas emaranhados em raízes de luar
Colheram então todas as águas de rios regatos e salgado mar
E arranquei-vos do ventre vitoriosa na batalha da vida
E o meu corpo fez-se ponte onde pudestes atravessar mundos imaginários
De contos e fantasias de dias e noites de nunca acabar
Povoados de historias de demónios e fantasmas, gigantes, príncipes e princesas
Chucucumas, tchiquissiquissis, cágados sábios e coelhos candimbas
Misturados com cigarras e formigas capuchinhos vermelhos
naus Catrinetas, Reis Herodes, carochinhas e casinhas de chocolate
E aqui se puderam banhar na cascata dos meus olhos em torrentes de emoções
Pudestes refrescar-vos na sombra do meu peito e sossegar no ninho do meu colo
E as vossas pernas ergueram-se e multiplicaste-vos
E vistes a terra vermelha e olhastes o mundo pequenino lá de cima
Assim se fez dia e então adormeci
Num qualquer dia o teu dia minha mãe
Num qualquer dia o teu dia minha mãe
Bordado ao de leve com fios da prata dos teus cabelos
em cambraia de pele em dobras finas de rosto colado ao meu
ainda te tenho e guardo-te envolta na luz que me dá vida
te guardo quando me resguardas no ninho de colo que ainda é meu
assim me acolhes no doce profundo e calmo de olhar
Num qualquer dia do teu dia minha mãe
Bordado ao de leve com fios da prata dos teus cabelos
em cambraia de pele em dobras finas de rosto colado ao meu
ainda te tenho e guardo-te envolta na luz que me dá vida
te guardo quando me resguardas no ninho de colo que ainda é meu
assim me acolhes no doce profundo e calmo de olhar
Num qualquer dia do teu dia minha mãe
Hoje vou agarrar este sol
Hoje aproveitei a viagem para escancarar a janela sem ver
já que o sol se fez presente pra mim num quente brilho de doer
Deixei que pousasses a tua mão em concha na minha cabeça e a confortasses
Que os teus doces lábios carnudos levemente tocassem a minha testa
e de mansinho felino deslizasses no escuro sedoso das minhas faces
Depois, que pousasses nos meus lábios um beijo quente quase ardente
agarrasses em fúria de rio a minha nuca e apertasse os meus ombros,
percorresses lentamente o meu corpo disposto a amar-me,
até que me tomasses de forma a não mais puderes abandonar-me.
Enfim deleitada murmurei quando te olhei de olhos fechados e corpo dormente
Fiz-te sol, e hoje vou agarrar este sol.
já que o sol se fez presente pra mim num quente brilho de doer
Deixei que pousasses a tua mão em concha na minha cabeça e a confortasses
Que os teus doces lábios carnudos levemente tocassem a minha testa
e de mansinho felino deslizasses no escuro sedoso das minhas faces
Depois, que pousasses nos meus lábios um beijo quente quase ardente
agarrasses em fúria de rio a minha nuca e apertasse os meus ombros,
percorresses lentamente o meu corpo disposto a amar-me,
até que me tomasses de forma a não mais puderes abandonar-me.
Enfim deleitada murmurei quando te olhei de olhos fechados e corpo dormente
Fiz-te sol, e hoje vou agarrar este sol.
gosto
Gosto do maduro de te querer
do sabor da aventura de te viver
do tempero da ânsia de te saber
do prazer da conquista de te ter
gosto do calor do arrepio de te sentir
Apeteces-me...
do sabor da aventura de te viver
do tempero da ânsia de te saber
do prazer da conquista de te ter
gosto do calor do arrepio de te sentir
Apeteces-me...
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