Hora
Sinto que hoje novamente embarco
Para as grandes aventuras,
Passam no ar palavras obscuras
E o meu desejo canta --- por isso marco
Nos meus sentidos a imagem desta hora.
Sonoro e profundo
Aquele mundo
Que eu sonhara e perdera
Espera
O peso dos meus gestos.
E dormem mil gestos nos meus dedos.
Desligadas dos círculos funestos
Das mentiras alheias,
Finalmente solitárias,
As minhas mãos estão cheias
De expectativa e de segredos
Como os negros arvoredos
Que baloiçam na noite murmurando.
Ao longe por mim oiço chamando
A voz das coisas que eu sei amar.
E de novo caminho para o mar.
Sophia de Mello Breyner Andresen
deixar correr o marfim
de novo o tapete verde estendido na sala
a tentar prender todas as atenções
e desta não foi propriamente, mais uma forma certeira
de deixar correr o marfim
esta foi amplamente, e a meu ver
a contragosto de muitos,que a faziam ligeira,
uma empresa de longe, carregada de emoções
enquanto algo maior acontecia,
lá ao cimo no mayombe
mais abaixo e numa outra dimensão,
algo de novo se fazia anunciar,
agora já com uma outra intenção
a perder enfim a atenção
de jogadores(de bancada)decerto mais distraidos
de novo o tapete verde estendido na sala
algo novo em travo amargo, desnunado de direito,
contrafeito, a contragosto e a descompasso
de novas eras de mudança
vestidas com frescas matizes de esperança
desta feita certamente, e sem grande inspiração
na contradição, revolução, constituição
vão encarnar o fado negro e deixar correr o marfim
a tentar prender todas as atenções
e desta não foi propriamente, mais uma forma certeira
de deixar correr o marfim
esta foi amplamente, e a meu ver
a contragosto de muitos,que a faziam ligeira,
uma empresa de longe, carregada de emoções
enquanto algo maior acontecia,
lá ao cimo no mayombe
mais abaixo e numa outra dimensão,
algo de novo se fazia anunciar,
agora já com uma outra intenção
a perder enfim a atenção
de jogadores(de bancada)decerto mais distraidos
de novo o tapete verde estendido na sala
algo novo em travo amargo, desnunado de direito,
contrafeito, a contragosto e a descompasso
de novas eras de mudança
vestidas com frescas matizes de esperança
desta feita certamente, e sem grande inspiração
na contradição, revolução, constituição
vão encarnar o fado negro e deixar correr o marfim
que gana!
hoje há jogo.
eu sei.
e não vai ver?
ia-lhe explicar mesmo que desconsegui depois daquele dá e leva, e nem mesmo depois do empate reclamado pelo mali...
e a mãe sabe que jogo é que é?...
e aí fui fui logo na defesa e tal, que era quartos de final e que estava tudo nos blogs e tal que mais, até davam as notícias frescas, com ar de quem está mesmo por dentro dos assuntos.
até estava mesmo. nos assuntos da nossa lavra temos mesmo que estar atentos...
depois ía espreitando o longo caminho de tempo interminável que não abria espaço para entrar o nosso um.
e não entrou. a cada não!!! do ainda não foi este, até aquele desviado no último segundo que me levou de novo à escuta, terminamos.
filho fomos roubados?
não mãe... jogaram bem.
nem há descontos nem nada, nem prolongamentos...
não mãe já acabou.
que gana!
eu sei.
e não vai ver?
ia-lhe explicar mesmo que desconsegui depois daquele dá e leva, e nem mesmo depois do empate reclamado pelo mali...
e a mãe sabe que jogo é que é?...
e aí fui fui logo na defesa e tal, que era quartos de final e que estava tudo nos blogs e tal que mais, até davam as notícias frescas, com ar de quem está mesmo por dentro dos assuntos.
até estava mesmo. nos assuntos da nossa lavra temos mesmo que estar atentos...
depois ía espreitando o longo caminho de tempo interminável que não abria espaço para entrar o nosso um.
e não entrou. a cada não!!! do ainda não foi este, até aquele desviado no último segundo que me levou de novo à escuta, terminamos.
filho fomos roubados?
não mãe... jogaram bem.
nem há descontos nem nada, nem prolongamentos...
não mãe já acabou.
que gana!
desculpa, mas não consigo aprender a tua força
sabes o que mais me custa?
não conseguir ter-te nos meus braços
não poder o impossível de te trocar no espaço.
aquele que existe entre ti e mim
o que faz de ti primeira e que fez de mim gente
custa-me não poder embalar-te, mimar-te e dar-te colo
então, resta-me aninhar-me e fazer-me pequenina
enroscada às tuas raízes
afinal é assim que fico realmente diante da tua grandeza.
acreditas que enquanto a ciencia procura em contra relógio
atalhos de retrocessos do caminho
para recolorir mais um dia que te pertence
enquanto se te descola a pele das tuas entranhas
eu procurava nos devaneios de escape da dor
um nome de uma árvore que te acentasse bem, acreditas?
a mulemba pereceu-me a eleita embora a acácia rubra
também estivesse neste rol de absurdos insanos.
nos intrevalos em que o teu corpo faz com que pensem que dormitas
embora estejas só a recuperar para mais um folego de estrada,
olho-te bebendo-te sofregamente os momentos presentes
e penso que não posso encontrar o nome da tua árvore
ou da árvore que serias tu, simplesmente porque és aquela
que um dia dará o nome à árvore, ao ser, ao corpo
que de alguma forma se possa assemelhar a ti.
és única mãe.
desculpa, mas não consigo aprender a tua força.
fica comigo mãe, está tudo escuro.
não conseguir ter-te nos meus braços
não poder o impossível de te trocar no espaço.
aquele que existe entre ti e mim
o que faz de ti primeira e que fez de mim gente
custa-me não poder embalar-te, mimar-te e dar-te colo
então, resta-me aninhar-me e fazer-me pequenina
enroscada às tuas raízes
afinal é assim que fico realmente diante da tua grandeza.
acreditas que enquanto a ciencia procura em contra relógio
atalhos de retrocessos do caminho
para recolorir mais um dia que te pertence
enquanto se te descola a pele das tuas entranhas
eu procurava nos devaneios de escape da dor
um nome de uma árvore que te acentasse bem, acreditas?
a mulemba pereceu-me a eleita embora a acácia rubra
também estivesse neste rol de absurdos insanos.
nos intrevalos em que o teu corpo faz com que pensem que dormitas
embora estejas só a recuperar para mais um folego de estrada,
olho-te bebendo-te sofregamente os momentos presentes
e penso que não posso encontrar o nome da tua árvore
ou da árvore que serias tu, simplesmente porque és aquela
que um dia dará o nome à árvore, ao ser, ao corpo
que de alguma forma se possa assemelhar a ti.
és única mãe.
desculpa, mas não consigo aprender a tua força.
fica comigo mãe, está tudo escuro.
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