No serão
Vou,
Vou refugiar-me no quente do teu abraço,
Levar-te o cheiro a caju que me tomaste,
Erguer a palmeira entoando hinos ao amor.
Seguir o trilho da fé com a força de peregrino
Devolver-te o elixir feito terra vermelha.
Seguir-te kimbanda, e perder-me nas histórias de mim,
Feitas terras, fogo, alma, dor, saudade, luxúria, amor.
Soltar as garras mansas no teu leito
Onde ainda guardas calemas, chanas, anharas, matas e rios
Onde habitam fantasmas, espíritos, antepassados
Tomar-te enfim.
Vou refugiar-me no quente do teu abraço,
Levar-te o cheiro a caju que me tomaste,
Erguer a palmeira entoando hinos ao amor.
Seguir o trilho da fé com a força de peregrino
Devolver-te o elixir feito terra vermelha.
Seguir-te kimbanda, e perder-me nas histórias de mim,
Feitas terras, fogo, alma, dor, saudade, luxúria, amor.
Soltar as garras mansas no teu leito
Onde ainda guardas calemas, chanas, anharas, matas e rios
Onde habitam fantasmas, espíritos, antepassados
Tomar-te enfim.
O Francisco já nasceu!
Olá, acabei de chegar são e salvo da minha viagem de 9 meses e 10 dias, aterrei eram 1:47, está tudo bem comigo!!!!
Ass. Francisco
Rosas brancas como diziam antigamente!- diria a mãe.
O Francisco nasceu e o o papá babado enviou-nos este telegrama lindo pelo telemóvel.
É lindo, muito cabeludo, parecido com a mana que diz que o silêncio é verde.
Um novo rebento para alegrar os nossos dias de futuro com novos presentes para nos dar.
Ass. Francisco
Rosas brancas como diziam antigamente!- diria a mãe.
O Francisco nasceu e o o papá babado enviou-nos este telegrama lindo pelo telemóvel.
É lindo, muito cabeludo, parecido com a mana que diz que o silêncio é verde.
Um novo rebento para alegrar os nossos dias de futuro com novos presentes para nos dar.
A história de um serão | um presente de amor
A história de um serão
Vem,
traz-me memórias d’Africa,
calemas, chanas, anharas, matas e rios.
Vem,
acorda em mim histórias incontáveis,
fantasmas, espíritos, antepassados…
Vem,
cura minhalma da saudade de ti, antes de te saber,
e das terras que foram recreio de juventude.
Vem,
dá-me a tua magia
e acorda o Kimbanda que fui.
Vem,
traz-me o cheiro a caju, a coroa de palmeira,
da gazela o olhar, da onça as garras.
Vem,
com aquele jeito de gata inofensiva
de repente leoa, empina-te, torce-te, salta.
Vem,
sussurra o que quero ouvir,
depois geme, grita, urra, morde.
Vem-te,
e por fim…
leva o que restar de mim!
JSSilva
qua 28-07-2010 02:56
Vem,
traz-me memórias d’Africa,
calemas, chanas, anharas, matas e rios.
Vem,
acorda em mim histórias incontáveis,
fantasmas, espíritos, antepassados…
Vem,
cura minhalma da saudade de ti, antes de te saber,
e das terras que foram recreio de juventude.
Vem,
dá-me a tua magia
e acorda o Kimbanda que fui.
Vem,
traz-me o cheiro a caju, a coroa de palmeira,
da gazela o olhar, da onça as garras.
Vem,
com aquele jeito de gata inofensiva
de repente leoa, empina-te, torce-te, salta.
Vem,
sussurra o que quero ouvir,
depois geme, grita, urra, morde.
Vem-te,
e por fim…
leva o que restar de mim!
JSSilva
qua 28-07-2010 02:56
Falam os Mestres
esta chegou-me emailada por uma amiga.

Um mestre do Oriente viu quando um escorpião que se estava a afogar decidiu tirá-lo da água, mas quando o fez, o escorpião picou-o. Pela reação de dor, o mestre soltou-o e o animal caiu na água e estava-se a afogar. O mestre tentou tirá-lo novamente e outra vez o animal picou-o. Alguém que estava a observar aproximou-se do mestre e disse-lhe:
- Desculpe-me mas você é teimoso! Não entende que todas as vezes que tentar tirá-lo da água ele irá picá-lo? O mestre respondeu:
- A natureza do escorpião é picar, e isto não vai mudar a minha, que é ajudar.
Então, com a ajuda de uma folha, o mestre tirou o escorpião da água e salvou sua vida, e continuou:
- Não mude sua natureza se alguém lhe faz algum mal; apenas tome precauções. Alguns perseguem a felicidade, outros a criam. Quando a vida lhe apresentar mil razões para chorar, mostre- lhe que tem mil e uma razões para sorrir. Preocupe-se mais com sua consciência do que com sua reputação. Porque sua consciência é o que você é, e sua reputação é o que os outros pensam de si... E o que os outros pensam… é problema deles.

Um mestre do Oriente viu quando um escorpião que se estava a afogar decidiu tirá-lo da água, mas quando o fez, o escorpião picou-o. Pela reação de dor, o mestre soltou-o e o animal caiu na água e estava-se a afogar. O mestre tentou tirá-lo novamente e outra vez o animal picou-o. Alguém que estava a observar aproximou-se do mestre e disse-lhe:
- Desculpe-me mas você é teimoso! Não entende que todas as vezes que tentar tirá-lo da água ele irá picá-lo? O mestre respondeu:
- A natureza do escorpião é picar, e isto não vai mudar a minha, que é ajudar.
Então, com a ajuda de uma folha, o mestre tirou o escorpião da água e salvou sua vida, e continuou:
- Não mude sua natureza se alguém lhe faz algum mal; apenas tome precauções. Alguns perseguem a felicidade, outros a criam. Quando a vida lhe apresentar mil razões para chorar, mostre- lhe que tem mil e uma razões para sorrir. Preocupe-se mais com sua consciência do que com sua reputação. Porque sua consciência é o que você é, e sua reputação é o que os outros pensam de si... E o que os outros pensam… é problema deles.
Fui contigo filha
A filhota ontem (19) rumou para sul.
Está na Lua.
Chegou bem.
No aeroporto apeteceu-me correr para lá sem olhar para trás...
Esperamos na angústia da despedida calada com disfarce de conversa de circunstância com o tempo a acompanhar ali mesmo parado num gozo tranquilo da espera.
E ria. Ria descarado a ver-me saudosa feliz.
Mãe, não vou querer ver choradeiras…
Não filho, é tudo tão simples como se este hall fosse um enorme corredor com várias portas que se vão abrindo e fechando. Assim vamos entrando e saindo dos lugares vários da vida,
do mundo. Assim é o espaço. Assim é o tempo… assim o vejo desde sempre.
Olhei o fundo do corredor como que para o infinito. Disse ao filho que era ali que eu ia um dia encontrar o sul. Estava muito escuro. E baixei os olhos para esconder o pesadelo de muitos longos dias a percorrer o corredor sem conseguir encontrar a porta do sul. Como se a visse e a não conseguisse alcançar… como se premisse o botão do andar no elevador e ele nunca parasse no piso esperado.
E agora ali tão perto…
Foi quando disse resoluta com os olhos do filho presos aos meus a tentar segurar comigo o fardo para me aliviar do peso. Vou-me embora.
E penso que fui. Fui contigo filha. Hoje quando me ligaste não percebi sequer a distância. Estamos juntas.
Está na Lua.
Chegou bem.
No aeroporto apeteceu-me correr para lá sem olhar para trás...
Esperamos na angústia da despedida calada com disfarce de conversa de circunstância com o tempo a acompanhar ali mesmo parado num gozo tranquilo da espera.
E ria. Ria descarado a ver-me saudosa feliz.
Mãe, não vou querer ver choradeiras…
Não filho, é tudo tão simples como se este hall fosse um enorme corredor com várias portas que se vão abrindo e fechando. Assim vamos entrando e saindo dos lugares vários da vida,
do mundo. Assim é o espaço. Assim é o tempo… assim o vejo desde sempre.
Olhei o fundo do corredor como que para o infinito. Disse ao filho que era ali que eu ia um dia encontrar o sul. Estava muito escuro. E baixei os olhos para esconder o pesadelo de muitos longos dias a percorrer o corredor sem conseguir encontrar a porta do sul. Como se a visse e a não conseguisse alcançar… como se premisse o botão do andar no elevador e ele nunca parasse no piso esperado.
E agora ali tão perto…
Foi quando disse resoluta com os olhos do filho presos aos meus a tentar segurar comigo o fardo para me aliviar do peso. Vou-me embora.
E penso que fui. Fui contigo filha. Hoje quando me ligaste não percebi sequer a distância. Estamos juntas.
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