Depois do filho ter chegado a casa indignado com a discussão que assistiu em torno do inferno não pude deixar de ficar de algum modo apreensiva com as imagens que o jornalista hoje nos apresentava.
Tenho receio de haver a possibilidade de vermos e não ouvirmos o comentário àquele cenário quase irreal.
Oh mãe, chegam a ser insensíveis e dizem até que não merecem a nossa solidariedade,
lutam umas com as outras... tornam-se frias... é o argumento
Lembrei-o do único exemplo que me ocorria para aquele quadro que pudesse demover os outros daquela confusão de sentimentos e fi-lo pensar no que o saramago bem retrata sobre desumanização face a situações de limite no ensaio sobre a cegueira.
Temos que ser solidários sim.
com a dor, no horror. o desespero, a desesperança e sobretudo com aqueles a quem roubam até aquilo que os faz segundo nós, humanos.
Era no fundo o que li ou(vi) nesta nota do apontamento jornalistico de hoje, a legendar os quadros de pilhagem. Mas receio mesmo que muitos se fiquem pelo que os olhos vêem e hoje gostava muito que se pudesse só ouvir.
hoje com o meu pequenino
hoje trouxeste-me um bálsamo sagrado escondido na algibeira
trouxeste contigo o doce quente de permanentes verões
deixei-me levar assim que coseste aos meus os teus olhos feitos botões de luz
e o dia durou anos de festa com janelas escancaradas em direcção ao sol
relembraste-me o festejo da vida
então fiz-me pequenina para acompanhar os teus passos
e continuei até que não houvesse mais folegos de gargalhar
mas é sempre assim quando estas aqui meu tesouro
trouxeste contigo o doce quente de permanentes verões
deixei-me levar assim que coseste aos meus os teus olhos feitos botões de luz
e o dia durou anos de festa com janelas escancaradas em direcção ao sol
relembraste-me o festejo da vida
então fiz-me pequenina para acompanhar os teus passos
e continuei até que não houvesse mais folegos de gargalhar
mas é sempre assim quando estas aqui meu tesouro
Porque é hora de sophia
Hora
Sinto que hoje novamente embarco
Para as grandes aventuras,
Passam no ar palavras obscuras
E o meu desejo canta --- por isso marco
Nos meus sentidos a imagem desta hora.
Sonoro e profundo
Aquele mundo
Que eu sonhara e perdera
Espera
O peso dos meus gestos.
E dormem mil gestos nos meus dedos.
Desligadas dos círculos funestos
Das mentiras alheias,
Finalmente solitárias,
As minhas mãos estão cheias
De expectativa e de segredos
Como os negros arvoredos
Que baloiçam na noite murmurando.
Ao longe por mim oiço chamando
A voz das coisas que eu sei amar.
E de novo caminho para o mar.
Sophia de Mello Breyner Andresen
Sinto que hoje novamente embarco
Para as grandes aventuras,
Passam no ar palavras obscuras
E o meu desejo canta --- por isso marco
Nos meus sentidos a imagem desta hora.
Sonoro e profundo
Aquele mundo
Que eu sonhara e perdera
Espera
O peso dos meus gestos.
E dormem mil gestos nos meus dedos.
Desligadas dos círculos funestos
Das mentiras alheias,
Finalmente solitárias,
As minhas mãos estão cheias
De expectativa e de segredos
Como os negros arvoredos
Que baloiçam na noite murmurando.
Ao longe por mim oiço chamando
A voz das coisas que eu sei amar.
E de novo caminho para o mar.
Sophia de Mello Breyner Andresen
deixar correr o marfim
de novo o tapete verde estendido na sala
a tentar prender todas as atenções
e desta não foi propriamente, mais uma forma certeira
de deixar correr o marfim
esta foi amplamente, e a meu ver
a contragosto de muitos,que a faziam ligeira,
uma empresa de longe, carregada de emoções
enquanto algo maior acontecia,
lá ao cimo no mayombe
mais abaixo e numa outra dimensão,
algo de novo se fazia anunciar,
agora já com uma outra intenção
a perder enfim a atenção
de jogadores(de bancada)decerto mais distraidos
de novo o tapete verde estendido na sala
algo novo em travo amargo, desnunado de direito,
contrafeito, a contragosto e a descompasso
de novas eras de mudança
vestidas com frescas matizes de esperança
desta feita certamente, e sem grande inspiração
na contradição, revolução, constituição
vão encarnar o fado negro e deixar correr o marfim
a tentar prender todas as atenções
e desta não foi propriamente, mais uma forma certeira
de deixar correr o marfim
esta foi amplamente, e a meu ver
a contragosto de muitos,que a faziam ligeira,
uma empresa de longe, carregada de emoções
enquanto algo maior acontecia,
lá ao cimo no mayombe
mais abaixo e numa outra dimensão,
algo de novo se fazia anunciar,
agora já com uma outra intenção
a perder enfim a atenção
de jogadores(de bancada)decerto mais distraidos
de novo o tapete verde estendido na sala
algo novo em travo amargo, desnunado de direito,
contrafeito, a contragosto e a descompasso
de novas eras de mudança
vestidas com frescas matizes de esperança
desta feita certamente, e sem grande inspiração
na contradição, revolução, constituição
vão encarnar o fado negro e deixar correr o marfim
que gana!
hoje há jogo.
eu sei.
e não vai ver?
ia-lhe explicar mesmo que desconsegui depois daquele dá e leva, e nem mesmo depois do empate reclamado pelo mali...
e a mãe sabe que jogo é que é?...
e aí fui fui logo na defesa e tal, que era quartos de final e que estava tudo nos blogs e tal que mais, até davam as notícias frescas, com ar de quem está mesmo por dentro dos assuntos.
até estava mesmo. nos assuntos da nossa lavra temos mesmo que estar atentos...
depois ía espreitando o longo caminho de tempo interminável que não abria espaço para entrar o nosso um.
e não entrou. a cada não!!! do ainda não foi este, até aquele desviado no último segundo que me levou de novo à escuta, terminamos.
filho fomos roubados?
não mãe... jogaram bem.
nem há descontos nem nada, nem prolongamentos...
não mãe já acabou.
que gana!
eu sei.
e não vai ver?
ia-lhe explicar mesmo que desconsegui depois daquele dá e leva, e nem mesmo depois do empate reclamado pelo mali...
e a mãe sabe que jogo é que é?...
e aí fui fui logo na defesa e tal, que era quartos de final e que estava tudo nos blogs e tal que mais, até davam as notícias frescas, com ar de quem está mesmo por dentro dos assuntos.
até estava mesmo. nos assuntos da nossa lavra temos mesmo que estar atentos...
depois ía espreitando o longo caminho de tempo interminável que não abria espaço para entrar o nosso um.
e não entrou. a cada não!!! do ainda não foi este, até aquele desviado no último segundo que me levou de novo à escuta, terminamos.
filho fomos roubados?
não mãe... jogaram bem.
nem há descontos nem nada, nem prolongamentos...
não mãe já acabou.
que gana!
Subscrever:
Mensagens (Atom)
